terça-feira, 31 de dezembro de 2013

limerique


Era um carinha prá lá de vegano
Não comia carne desdo cambriano
Já, carne mijada
Ele faz até piada
Comê-la não faz parte de seu plano.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Despedida


ADEUS CAJU
Despede-se Caju, O Poeta do Marte
Agora no céu menos um astronauta
Perdemos nós, perde mais a arte
Abre-se uma lacuna na nossa pauta

Caju, o poeta mais interplanetário
Que toda semana fazia-nos esperar
Seu criativo poema hebdomadário
Que no Poetas de Marte punha no ar

Vai poeta, em busca de teu destino
Em outros blogues mostrar a que veio
Porque sabemos que desde menino

Você deixa bonito o tema mais feio
Também está escrito que é destino
Um dia você voltar para nosso meio.

Voar

VOAR
Cada vez mais para cima vou voar
Sei que o destino está muito além
Não possuo asas ou penas porém
Mas meu universo sim está no ar

O mundo é aqui em baixo também
Mas voar para sempre é minha vida
Andar para frente é minha subida
Embora uns me vejam com desdém

Talvez no futuro serei inatingível
Terei encontrado novos espaços
Em galáxia ou quasar impossível

Viverei então no espaço sideral
Universo dentro de meus braços
E terei conquistado tudo afinal.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Lost in Castlegar



Devo dizer que este pretenso soneto foi criado para "homenagear" meu filho Augusto que conseguiu se perder numa cidade de sete mil habitantes, Castlegar, Canada.

Lost in Castlegar
Desde pequeno quando aprendi andar
Libertei-me, meus pais me deram asas
Sou Globe Trotter, o mundo ‘e meu lar
Sem mais amarras saí de minha casa

Sedento de saber andei pelo Planeta
Caminhos percorri e fui bem distante
Assim como que cutucado pelo capeta
Persistindo continuei sempre adiante

Para mim esse mundo ‘e vasto quintal
Vou só sem ninguém me acompanhar
Porquanto, nele nada me falta, afinal

Sei onde me acho e continuo a caminhar
Mas hoje, num comportamento jumental
Em plena luz do dia I’m lost in Castlegar.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Serendipidade eu?

Serindipitoso quisera  eu ser
Para, sem esforço, encontrar ouro
E, inspirado bons versos escrever
Fazer de meu blogue um tesouro

Mas, no Canadá hoje simplesmente
Continuo com minhas mãos atadas
E minha criatividade se ressente
Do Notebook que ficou pelas estradas

No Aeroporto de Toronto, o laptop
Tomou outro rumo a seu talante
Talvez muito empolgado, a galope

Enquanto tive que seguir adiante
Com ideias que minha mente entope
Sem neste dia sentir-me brilhante.

Perdido


(Des)Ligado
Era o mais recente, mas fiel amigo
Assim ligado  comigo como um cão
Contudo triste e sozinho agora sigo
Parece que levei facada no coração

Letras e frases na tela eu dedilhava
Que nem de longe lembrava literatura
Contudo todo o tempo me maravilhava
Com sua beleza, fidelidade e candura

Nao sei que faço de meu alumbramento
Porquanto sem ele meu cérebro entope
Desconfigura todo o meu pensamento

E nao posso escutar nem musica pop
Assim tudo que sei se perde ao vento
In Toronto’s Airport I lost my laptop.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Limerique


Bebida, de dois gumes essa faca
Mas bebe-se, pois a carne é fraca
Contudo nunca esqueço
Porque tudo tem preço 
E o da libação é a velha ressaca.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Limerique


Pois existe um planeta sufocado
Sujo pelo homem de lado a lado
Esse ser queixo duro
Não pensa no futuro
E ainda se diz um ser civilizado.  

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Limerique

A meu ver nem com boa vontade
Haverá como instituir sociedade
Entre ciência conclusa
E a religião obtusa
Pois esta se diz dona da verdade.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Limerique


Na verdade, imagem não tem preço
Porquanto existe em qualquer endereço
Xô! Para longe, feiúra!
Pois ninguém te atura
Bonito sou, se bonito lhe pareço

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Futebol



BRASIL, IL, IL, IL,

Anunciamos copa de futebol para o ano
Agora estádios lotados como não se via
Entretanto toda vez que levanta o pano
Entre rivais torcidas maior pancadaria

Porquanto o que nos falta é competência
Pois tudo que fazemos é mais-ou-menos
Ao futebol mundial dá-lhe muita paciência
Que nossos maiores feitos são pequenos

No concerto das nações um lugar ao sol
Essa é a meta de politiqueiro chinfrim
Vamos enganar esse povo com o futebol

E com isso levantar muita grana por fim
Contudo, se essa gente tiver semancol
Na próxima eleição não vai ficar assim.

Limerique


Que todas as Marias sejam benditas
Grandes, miúdas, magras, feias e bonitas
Que mesmo se Maria não for
Saudável seja e tenha amor
Elas todas ficam assim bem na fita.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Limerique


Se tiraram escada, no pincel segure
Conviver com esse mal então procure
Mantenha a esperança
Assim você não cansa
Pois não há mal que para sempre dure.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Limerique


A vida devida vai passo a passo
Tateando no um tanto torto traço
E o tempo perdido
Sem algum sentido
Troca figurinhas com o espaço.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Limerique


A vida tão somente um erro crasso
Não tem régua e sequer compasso
O tempo em linha reta
Finge que tem uma meta
Enquanto passa e não deixa traço.

sábado, 7 de dezembro de 2013

Limerique


O turbilhão da vida quotidiana
Envolve mente e o corpo esgana
Poesia é secundária
Porque desnecessária
Só interessa donde vem a grana.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Limerique


Negro macho nunca deixou a liça
Mais que padre dominava a missa
Mandela não esmoreceu
Dedicou tudo aos seus
Lutou como ninguém pela justiça.

Limerique


Talvez o mais sagrado mistério
Coisa pra se levar bem a sério
O amor começa a vida
Que um dia será perdida
No frio silêncio do cemitério.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Limerique


Não queria ele ser apenas mais um
Se assim fosse preferia ser nenhum
Que fazer então?
Tomou a resolução
Enchendo a cara, tornou-se bebum.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Limerique


Feiura em princípio se esquece
Pois beleza o coração aquece
Estética entra na visão
E se aloja no coração
Bonito é se aos olhos lhe parece.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Limerique


Incomoda muita gente um elefante
Paquiderme grandalhão, deselegante
Mas pulga diminuta
Bicho filho da puta
Para o bichão é muito mais irritante.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

domingo, 1 de dezembro de 2013

Limerique


Redes sociais envolvem o Planeta
São, para muitos, espécie de muleta
Imiscuem-se na sua vida
Além de qualquer medida
Pois são vetor do Efeito borboleta.

sábado, 30 de novembro de 2013

Limerique


Porque é patente que a juventude passa
E que a felicidade é matéria escassa
Mas nem tudo é ruim
É sempre melhor o fim
As melhores coisas da vida são de graça.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Limerique


Para se dar bem vale ser esperto
E para as chances estar aberto
A vida não é sacerdócio
Então atente: o negócio
É levar vantagem em tudo, certo?

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Limerique


Porquanto ser poeta, quem me dera
Esses edificadores de quimera
Eles têm lugar especial
Talvez no espaço sideral
Onde reúnem sua criativa galera.

Limerique


Na hora do ócio minha lida encerro
Então pro mundo escutar solto berro
Chega de trabalho
Vão pro caralho!
Pernas pro ar que ninguém é de ferro.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Limerique


Na estreiteza da ampulheta
Vence o forte, morre o cegueta
Mas nessa corrida da morte
Tudo depende da sorte
As vezes pode ser mera punheta.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Limerique


Uma fórmula para evitar o engodo
Daquela ressaca que te joga no lodo
Tenha meta na vida
Não largue a bebida
Mantenha-se bêbado o dia todo.

domingo, 24 de novembro de 2013

Limerique


Enquanto suas teias o tempo tece
Mulher alguma junto envelhece
Desaparecem as cãs
Nessa moça temporã
Quase sempre a ex jovem enloirece.

sábado, 23 de novembro de 2013

Limerique


Da Noruega para o Brasil ele foi
Dar aos ianomâmi talvez um oi
Rei Harald é esperto
Veio olhar de perto
Sabe que olho do dono engorda o boi. 

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Limerique


A Amy querida era uma graça
Contudo, aprontava tudo na praça
Estava sempre chapada
Completa desmiolada
Por fim, matou-a a velha cachaça.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Limerique


Disseram seguidores para Salomão
Doravante não lhe damos “O” mais não
Depois dessa treta
Subtraída a tal letra
Tornou-se o grande rei mero salmão.

Limerique


Homens e mulheres núpcias contraem
São opostos, portando se atraem
Mas se a coisa vai mal
E eles entram no pau
Podes crer, são supostos que se traem.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Limerique


Tecnologia é a nova deidade
Na busca insana pela felicidade
Todos querem acesso
Aos novos processos
Talvez redenção da humanidade.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Limerique


A natureza não faz tramoia
E não contempla a paranoia
Aquilata a beleza
Com leve sutileza
Duma ave faz autêntica joia.

Na floresta

O sol se levanta
Desperta amanhecer
O pássaro canta. 

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

domingo, 17 de novembro de 2013

sábado, 16 de novembro de 2013

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Limerique


De tanto a arte imitar a vida
E esta não achando outra saída
Passou a imitar aquela
Tornou-se tão mais bela

Portanto vida é arte estendida.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

domingo, 10 de novembro de 2013

Limerique


Cristo na Espanha dando bobeira
Levando a palavra a sua maneira
Maldito Torquemada
Não gostou da parada

Imolou o Messias na fogueira.